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Leblon ganhará mais dois prédios
Fonte:O Globo, 22/06/2009, porElenilce Bottari e Luiz Ernesto Magalhães
Mais dois imóveis serão demolidos para a construção de novos prédios no Leblon. Um deles é um casarão na Rua Almirante Guilhem onde, há 27 anos, funciona o colégio Espaço Educação. A escola deverá funcionar, a partir do ano que vem, em uma área maior no mesmo bairro. O outro imóvel é um prédio de três andares, com 12 apartamentos, na Rua Dias Ferreira, em frente ao Supermercado Zona Sul, como informou ontem a coluna Gente Boa. Além deles, outros imóveis poderão ter o mesmo destino em breve. Um levantamento, feito ontem pelo GLOBO em Diários Oficiais, mostra que a prefeitura recebeu, nos últimos nove meses, mais 10 pedidos de licença de demolição em várias ruas no bairro. Só da Bartolomeu Mitre existem três imóveis na lista (330, 340 e 354). Novo prédio terá 12 apartamentos e 25 metros Segundo as construtoras responsáveis, os projetos dos novos empreendimentos já foram aprovados pela Secretaria Municipal de Urbanismo. Os novos imóveis terão seis pavimentos e gabarito de 25 metros, limite previsto pelo Projeto de Estruturação Urbana (Peu) do Leblon. O proprietário da construtora Concal, José Conde Caldas, que comprou o casarão da Rua Almirante Guilhem planeja construir 12 apartamentos (dois por andar) com três vagas cada na garagem subterrânea: - O objetivo é iniciar as obras ano que vem. Trata-se de uma área nobre e acreditamos que todos os apartamentos serão vendidos sem sequer haver um lançamento oficial. Na Rua Dias Ferreira, o projeto aprovado pela RJZ Engenharia é para um prédio comercial. Entre os moradores, comenta-se que a construtora planeja erguer ali um centro médico. O dono da RJZ, Rogério Rogério Jonas Zylbersztajn, no entanto, garante que ainda não decidiu qual seria o melhor projeto para o local: - Ainda estou fechando o negócio com o dono atual. O projeto aprovado na prefeitura é para uso comercial, mas ainda não sei qual seria a atividade - disse Rogério. O assédio das construtoras é visto com preocupação pelos moradores, que temem o adensamento e a descaracterização da vocação residencial do bairro. A presidente da Câmara Comunitária do Leblon, Evelyn Rosenzweig, lamenta que a Câmara de Vereadores ainda não tenha aprovado a revisão do Plano Diretor da cidade. A proposta, que ainda está sendo analisada, condiciona a aprovação de novos projetos à apresentação de estudos de Impacto de Vizinhança e de Trânsito. O objetivo é dificultar o adensamento: - O que está ocorrendo não é bom para a ambiência do bairro. Os vereadores já deveriam ter votado a revisão do plano - cobra Evelyn. A presidente da comissão responsável pela revisão do Plano Diretor, Aspásia Camargo (PV), acredita que o projeto seja colocado em votação até o fim do ano. A proposta, em tramitação desde 2002, já recebeu várias emendas do Executivo e do Legislativo. - O problema é que faltavam informações técnicas, por parte da prefeitura, para que votássemos o projeto. Isso mudou com a eleição do novo prefeito, que pediu um tempo porque está elaborando um novo Plano Estratégico para a cidade e precisa que esteja adequado ao Plano Diretor - explica Aspásia.
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| Romulo Melo - Consultor
de Negócios Imobilários - creci 36.816
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