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Odebrecht aposta em expansão no setor imobiliário do Rio
Fonte: Valor Econômico, 06/11/2009
No mês que vem a empresa lança o Dimension Office & Park, complexo de seis edifícios com salas comerciais e lojas na Barra da Tijuca, com VGV estimado de R$ 250 milhões. O projeto receberá investimentos, entre aquisição do terreno e obras, de R$ 180 milhões e a expectativa da companhia é lançar mais um empreendimento no bairro da Zona Oeste carioca no ano que vem. No primeiro trimestre de 2010 será a vez do primeiro projeto residencial da empresa no Estado, o Murano Luxury Apartments, na praia de Icaraí, na cidade de Niterói. O empreendimento terá três edifícios com apartamentos de 3 ou 4 quartos e VGV de R$ 200 milhões. Além da área dedicada ao Dimension, a companhia já possui terrenos para três outros projetos na Barra da Tijuca. Pessoa revelou que a intenção é lançar mais um projeto no bairro no fim de 2010. As opções são um prédio corporativo em uma área de 10 mil metros quadrados ou um complexo multiuso, com hotel e centro empresarial, em uma área de 14 mil metros quadrados. Pessoa ressaltou que o desenvolvimento da infraestrutura na região da Barra da Tijuca para o Pan-americano de 2007 foi essencial para a decisão da empresa de adquirir os quatro terrenos no local, comprados em abril de 2008. "Acho que esse é um exemplo claro de como o investimento em infraestrutura puxa o investimento privado", frisou o executivo, lembrando que a entrega do Dimension está prevista para dezembro de 2012. O diretor da companhia se mostrou otimista em relação ao mercado imobiliário do país, em especial o carioca. Para ele, depois de um período "muito duro", as empresas do setor voltaram a investir em novos projetos e novos terrenos. Um dos reflexos positivos da crise internacional foi, segundo Pessoa, a queda da taxa básica de juros da economia, o que torna o investimento em imóveis uma boa alternativa frente a opções como a renda fixa. Pessoa destacou que o aluguel de salas comerciais remunera o capital investido em cerca de 10% ao ano, mais a variação do IGP-M, enquanto a Selic paga 8,75% ao ano. "A gente tem percebido a migração, tanto do pequeno investidor para imóveis comerciais, quanto dos investidores mais profissionais. Grandes investidores voltam a comprar andares inteiros, prédios inteiros", afirmou. "O sobe e desce das ações lembrou as pessoas que a bolsa é renda variável. Para o mercado imobiliário, ao final de um ano (de crise), o saldo está sendo satisfatório", acrescentou. Pessoa revelou que o Conselho de Administração da Odebrecht analisou em 2007 a possibilidade de abertura de capital da controlada, mas a decisão foi a de manter o capital fechado e apostar no mercado imobiliário, com a criação da Novo Bairro, destinada ao consumidor da baixa renda. Sobre a Olimpíada de 2016, o executivo reafirmou as boas oportunidades de negócios que aportarão na cidade e acrescentou que, embora ainda não haja projetos concretos, a revitalização da Zona Portuária pode incluir bons projetos. "A Zona Portuária é um bolsão de (grandes) áreas no Rio de Janeiro, cercado por regiões já consolidadas", ressaltou. | |
| Romulo Melo - Consultor
de Negócios Imobilários - creci 36.816
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