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Ocupação comercial e residencial mudará a face do Centro do Rio
Fonte: Jornal do Commercio, Carolina Eloy, 10/nov/2009
O projetoPorto Maravilha é muito audacioso. A valorização de uma região afeta positivamente os bairros próximos. As melhorias urbanas previstas para o porto devem ser estendidas para o entorno, atingindo assim o próprio Centro", previu. Até mesmo o valor dos imóveis no Centro deve aumentar, no decorrer das obras de infraestrutura do projeto e com a construção de novos empreendimentos na área do porto, disse Conde Caldas. Com a revitalização, o empresário disse estar convicto de que zona portuária promoverá, de maneira ordenada, o crescimento da cidade. "O potencial dela e não se limita à própria área", resumiu. "A região possui grandes áreas e galpões, onde, por exemplo, poderão ser construídos prédios comerciais em centro do terreno, com espaços entre os imóveis, de forma a que proporcionar adequada ventilação, o que fará da área um local muito agrdável", explicou. As obras de infraestrutura previstas no projeto darão, simultaneamente, outra face à zona do porto, disse. Conde Caldas citou que ainda existem questões fundiárias que precisam ser resolvidas, pois muitos terrenos da região pertencem aos governos federal, estadual e municipal. Isso, contudo, está com a solução bem encaminhada, pois tudo indica que é efetivo o engajamento das três esferas de governo na execução do projeto. "É preciso aproveitar o momento atual", lembrou aos participantes do seminário. De acordo com o empresário, é crescente a demanda por escritórios na cidade e, assim, a revitalização da zona portuária vem mesmo a calhar. Como ele destaca, a Zona Sul da cidade já está saturada e possui poucos terrenos, o que eleva o valor dos imóveis. Já a Barra da Tijuca não é poção para todos. "Há diversas empresas que montaram escritórios na Barra há alguns anos, mas agora querem voltar para as regiões mais próximas ao Centro da cidade", disse, acrescentando um ponto a mais de pressão sobre a demanda: os projetos da Petrobras na Bacia de Campos estão trazendo muitas companhias para o Rio de Janeiro, o que só aumenta a procura por espaços corporativos. O surgimento de escritórios na região deverá ser um grande atrativo para o mercado imobiliário residencial, explicou o empresário. "É preciso avaliar a necessidade de habitação no cais do porto, pois o mercado imobiliário não deve começar investir na região em curto prazo", assinalou. Conde Caldas disse que, para que haja oferta e procura de residências na zona portuária, a região precisa ter praças e áreas de lazer para os moradores. O presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas), Aldo Carlos de Moura Gonçalves, concordou em que a presença de estabelecimentos comerciais é fundamental para o desenvolvimento da região. "É importante que o comércio da zona portuária seja revitalizado, pois lojas abertas contribuem para dar vida aos bairros e ruas. Sem dúvida, os empresários ficam mais confiantes vendo o projeto pronto." O presidente do CDL-Rio se disse confiante e afirmou que o projeto Porto Maravilha tem tudo para dar certo. "É promissor e não há nada contrário a sua realização, tanto do ponto de vista urbanístico, quando do ponto de vista social, econômico e empresarial", avaliou.
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| Romulo Melo - Consultor
de Negócios Imobilários - creci 36.816
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