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Barra da Tijuca: Terrenos da Zona Oeste são apontados como principal destaque para Olimpíadas

Fonte: Brasil Econômico, 29/out/2009

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Faltam poucos anos para a avenida Abelardo Bueno se tomar uma das regiões mais conhecidas do Rio de Janeiro, como as avenidas Atlântica,Vieira Souto e Nossa Senhora de Copacabana. É que o local vai abrigar grande parte dos ginásios e arenas que serão construídos para os Jogos Olímpicos, em 2016.


Alexandre Fonseca, vice-presidente da Assoiação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi RJ), diz que o metro quadrado da avenida já havia se valorizado 50% com a construção da Linha Amarela, no ano 2000, quando o metro quadrado passou a custar R$ 3,5 mil. "Com a construção da linha de metrô de superfície e do corredor de ônibus, é provável que os valores dos terrenos aumentem outros 50%, mais a inflação", calcula.


Na avenida das Américas, o caso é semelhante: hoje, o preço do metro quadrado chega a R$5 mil. "Toda a cidade vai sentir os efeitos da Olimpíada e vai se valorizar.O projeto urbanístico deverá ser um legado para a cidade, assim como foi para Barcelona." Fonseca diz ainda que a Barra da Tijuca, que abriga 70% dos lançamentos imobiliários do Rio, e a zona portuária são os locais que mais devem se beneficiar com os Jogos Olímpicos.


"Queremos ser como Barcelona e não como Atlanta, onde tudo foi preparado apenas para os Jogos e hoje não tem mais nada. O movimento de valorização da Barra e Jacarepaguá já ia acontecer, afinal esses setores sempre chamaram a atenção dos investidores. A Olimpíada é apenas a cereja do bolo", afirma Alexandre Fonseca, vice-presidente da Ademi.


Ricardo Varella, diretor geral do escritório do Rio de Janeiro da Colliers, também aponta a região do porto como uma das grandes apostas para valorização Imobiliária. "Há dois anos,se comercializava um imóvel por R$ 2,5 milhões, hoje, os donos venderam por R$ 12,5 milhões", conta."O local pode para abrigar os hotéis que faltam no Rio de Janeiro."


"Vai ter uma briga grande por espaço. Quem tem terreno hoje está esperando para vender por um preço maior", afirma.


Outra região que pode servir de endereço para os 24 mil quartos de hotel necessários para cumprir as exigências do Comitê Olímpico Internacional é das Avenidas das Américas e Avenida Ayrton Senna."Um hotel de 30 andares vale muito mais do que um de três", diz Cléber Gurgel,gerente de comercialização do Rio de Janeiro da Cushman & Wakefield. "O grande problema do Rio é que sua geografia é muito limitada. De um Lado tem a Mata Atlântica, de outro, o mar. E é a bobagem achar que a favelização, que começou nas décadas de 1950 e 1960, vai acabar rapidamente."


Local privilegiado


A Olimpíada só começa em 2016, mas desde já a Barra da Tijuca se prepara para subir no lugar mais alto do pódio no ranking dos Investimentos imobiliários.O bairro, que vai ser endereço de grande parte das arenas, atrai empreendimentos de todos os gêneros. É o caso do Shopping e dos edifícios corporativos que serão construídos pela Cyrela Commercial Properties (CCP) em parceria com a Carvalho Hosken. "O grupo já apostava na Barra, o interesse só foi potencializado pela Copa e pela Olimpíada. Adiantamos os lançamentos", afirma Bruno Laskowsky, presidente da CCP.


Ele diz que isso só vai ser possível porque o "Rio está migrando para a Barra". No total,vão ser investidos R$ 700 milhões. O shopping, que vai ter 43 mil metros quadrados de área bruta locável ( ABL), deve ficar pronto no fim de 2011 ou no início de 2012.


Cidade quer ser a nova Barcelona


Diferentemente do que ocorreu em Atlânta (EUA), o Rio de Janeiro quer receber investimentos perenes, como na cidade espanhola


O mercado imobiliário do Rio de Janeiro vai ser chacoalhado com inúmeros investimentos nos próximos anos. Além da Copa e da Olimpíada, que, sem dúvida, vão atrair recursos para a cidade, o pré sal e os aportes estrangeiros vão impulsionar novos projetos na capital fluminense. A questão é: até quando? Para T homás Assumpção, presidente da Urban Systems, os investimentos nao podem ser pontuais, visando apenas os Jogos O1ímpicos.


"Precisamos fazer uma releitura da cidade. Espero que,quando forem investir no Rio,façam de forma madura, e não transformem tudo em uma questão oportunista", afirma.


"Queremos ser como Barcelona e não como Atlanta, onde tudo foi preparado apenas para os Jogos e hoje não tem mais nada", completa Alexandre Fonseca, vice - presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi - RJ).


Essa ebulição, a qual Assumpção se refere, não vai ser só em um segmento. Projetos do "Minha Casa, Minha Vida", escritórios, empreendimentos de alto padrão vão sair do papel.Isso poderia alavancar ainda mais a especulação Imobiliária. Mas o presidente da Urban Systems lembra que o comprador esta mais atento e não vai comprar imóveis supervalorizados."A tentativa de supervalorizar acontece, mas o consumidor está consciente. E aqueles que exagerarem nos preços não vão vender. Por isso, vamos chegar a um equilíbrio", acredita.


Hotéis


Boa parte dos hotéis devem ser reformados para receber bem os hóspedes que vão assistir aos jogos da Copa e a Olimpíada."A necessidade por mais quartos é grande, principalmente de médio valor. Afinal, nem todo mundo pode se hospedar em Copacabana", afirma Assumpcão."Há gaps que precisam ser preenchidos. E a melhoria da qualidade é prioridade neste momento", conclui.


A Prefeitura do Rio de Janeiro já anunciou que pretende flexibilizar a legislação urbana para permitir que sejam construídos hotéis com mais de três andares. Além disso, estuda conceder incentivos fiscais, como do lmposto de Transmissão de Bens Intervivo (ITBI). Hoje, O valor do ITBI corresponde a 2%.


Além disso, no caso de um novo empreendimento, as redes hoteleiras podem entrar com a experiência na administração e os investimentos ficam a cargo de investidores particulares. Com isso, eles passam a receber uma cota mensal.


Segurança


Ate o fim da semana, vai ser anunciado o montante de investimentos que o Rio de Janeiro deve receber para garantir a segurança pública na cidade.

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Romulo Melo

- Consultor de Negócios Imobilários - creci 36.816
- Perito Avaliador Imobiliário - avaliações técnicas
- Especialista Financeiro
- MBA Qualidade - FGV/RJ
- Ex-professor da Universidade Veiga de Almeida - "Análise de Custos"

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